quinta-feira, 25 de março de 2010

Deixe os Realitys em paz!

Lembrei de um tema que me incomoda há alguns anos e percebi que já está mais do que na hora de expressar a minha singela opinião sobre ele. Os Reality Shows estão simplesmente dominando a televisão mundial. O formato foi tão bem aceito pelo público, que ao ligarmos à televisão podemos até escapar do BBB, mas, fugir dos genéricos é completamente impossível. Temos programas sobre modelos, cantores(as), cozinheiros(as) e estilistas em busca de um contrato ou fama, homens e/ou mulheres buscando um grande amor, gordinhos lutando para ver quem perde mais peso, mulheres trocando de famílias, o cotidiano de uma família de anões. A popularidade é tanta que até grandes nomes como, Donald Trump e Hugh Hefner se renderam ao gênero criando seus programas: "The apprentice" e "The girls of the Playboy Mansion".

Na verdade, o meu grande problema não é com a programação, muito pelo contrário. Minha revolta é com aqueles “aspirantes a intelectuais” que vivem dizendo por ai que o BBB entre outros, são programas feitos para pessoas alienadas. Todo mundo tem o direito de assistir o que bem entender, mas, como uma fã incondicional dos Realitys eu resolvi botar a boca no trombone e defender a massa.

Falando mais precisamente em termos nacionais, não tem como morar no Brasil de Janeiro à Abril e não saber nada sobre o carnaval e o BBB. Faça um teste durante esse período, vá a algum lugar público e feche os olhos. Os assuntos podem até começar sérios com alguma discussão política ou catástrofe, mas, uma hora ou outra esses tópicos logo aparecerão. E ai, quem vai ser o alienado da vez?

Defendo os Realitys, pois, adoro observar como o Homem se comporta em diferentes situações. E mais, afirmo que até os que se dizem "anti-reality" se deparam com eles sem nem ao menos perceber. Afinal de contas, filmes, novelas, livros e seriados não passam de Histórias criadas por um autor, que sem dúvida nenhuma se inspirou em nós para criar seus personagens. Ou seja, os formatos diversificados acabam diferenciando-os e confundindo-nos.

Portanto, a minha opinião não poderia ser mais clara. Se formos rotular os apaixonados por Reality Shows de grandes alienados, o resto da população seria chamada de que? Sem histórias não somos nada, elas nos cativam, estimulam e por fim nos alienam.

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