Sexo. Ficou interessado, né? Não se culpe, todo mundo fica. Afinal de contas, essa não é uma palavra qualquer, ela sempre acaba gerando tensão e curiosidade. Por isso, tenho certeza que se você começou a ler esse post vai continuar até o final. Vamos lá, você deve estar se perguntando aonde eu estou querendo chegar com todo esse blá blá blá introdutório? A resposta é simples, nas malditas pulseirinhas do sexo (pulseiras de plástico coloridas, cada cor representa um ato sexual que deve ser realizado pela dona da pulseira).
Quando eu era mais nova e minha mãe teve a difícil missão de conversar comigo sobre a minha sexualidade, é óbvio, que como toda garota eu já sabia mais até do que ela imaginava e a conversa acabou fluindo sem muitos questionamentos e com bastante inquietude. Como acontece em uma certa idade, a Barbie e o Ken saem do bate-papo e adquirem um lado um pouco mais provocante. A questão é que na minha época (triste, eu sei!), as meninas mais assanhadas ficavam com fama de piranha. O diálogo sobre sexo, apesar de super aberto, não era vulgar e promíscuo. O sexo sem sentimento ou sem conhecer o parceiro não era estimulado, e sim crucificado.
Nunca fui Santa e nem pretendo ser, mas, mesmo com 15 anos eu jamais sairia por ai carregando um acessório que além de cafona, é vulgar e apelativo. Em entrevista algumas adolescentes alegaram usar a pulseira por achá-las bonitas e não para por em prática o jogo sugerido. Infelizmente, um amigo relatou-me que ao arrebentar a pulseira de uma menina, foi convidado a ir até o seu carro para que ela realizasse a tarefa de mostrar os seios. O susto foi tanto,que ele acabou mandando a menina voltar para casa e ir brincar de boneca. Mas, como foi comprovado depois de uma jovem ter sido “estuprada”, nem todos reagem da mesma forma, fazendo com que a brincadeira de “criança” acabe de forma trágica.
Não quero ser taxada de chata, velha ou certinha demais, só fico triste de ver uma juventude tratar um assunto como esse de forma tão banal. Se hoje em 2010, o sexo durante a adolescência já está nesse nível, imagina daqui a 10 anos? Vai estar caótico. Não adianta as famílias ficarem culpando as autoridades, não são elas que criam os seus filhos. Portanto, mamães e papais eduquem seus filhos para que eles não QUEIRAM usar esses acessórios, proibir é muito pior! Não vamos deixar que o mundo se acostume com essa promiscuidade, pense que no futuro o seu filho vai fazer parte dele.
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